Publicações 2017


Publicado em 22 de Setembro de 2017

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É um Pássaro? É um Vampiro? Abordando a Importância dos Morcegos para as Crianças.

 

Já pensou em abordar temas relacionados à conservação da natureza com as crianças? Confira a versão infantil de um texto sobre a importância dos morcegos frugívoros para o bioma mais ameaçado do Brasil, a Mata Atlântica.

Ele é conhecido por causa das histórias de vampiro e também por conta de um dos personagens mais famosos dos quadrinhos, o Batman. Dizem que gosta de morder suas vítimas para sugar o sangue e matar a fome. Isso mesmo, estamos falando do temido e às vezes um pouco assustador morcego. Mas, pode ir tratando de mudar a ideia que você tem desse animal, porque, ao contrário do que os filmes e desenhos mostram, ele não tem nada de malvado, nem de ameaçador.

Os morcegos são mamíferos como nós, por isso têm o corpo coberto por pelos e os filhotes se alimentam do leite das mamães morcego. Mas uma coisa é bem diferente do restante: ele é o único mamífero que voa. E esses animaizinhos, que muitos podem confundir com aves, estão espalhados pelo mundo inteiro e divididos em mais de mil espécies diferentes. Só no Brasil, são quase 200 espécies separadas em oito famílias.

Amigos da natureza

Na verdade, poucos são os morcegos que gostam de sangue (e não é sangue do homem, mas sim de outros animais); a maioria gosta mesmo é de comer insetos, pequenos animais ou ainda frutos e infrutescências. E é desse último que vamos falar: dos morcegos frugívoros. Para você que achava melhor que os morcegos nem existissem, sabia que os das espécies frugívoras são muito importantes para a conservação do meio ambiente?

Quem explica o por quê é o pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo Guimarães Rubio. “Primeiro os morcegos comem pequenos frutos e infrutescências e depois espalham as sementes pela floresta ao fazer cocô enquanto voam. É por isso que podemos dizer que eles são verdadeiros jardineiros da natureza”, conta.

Uma das pesquisas comandada por Rubio acontece desde 2011 e quer entender o comportamento dos morcegos e como eles espalham as sementes na Mata Atlântica. O local escolhido para o estudo é a Reserva Natural Salto Morato, que fica no litoral norte do Paraná, mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que também financia a pesquisa. Nessa área, está o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, onde estão 28% das espécies de morcegos que existem no Paraná.

Como são e onde vivem?

Os morcegos frugívoros têm asas castanho-escuras com manchas amarelas e a cabeça mais escura. É verdade que a aparência não é o forte desses bichinhos, mas você também terá dificuldade para vê-los: eles preferem a vida noturna e raramente são vistos durante o dia. Gostam de ficar pendurados de cabeça pra baixo para facilitar na hora de alçar voo e também para se proteger dos possíveis predadores (principalmente aves de rapina).

Eles podem morar em diversos lugares; tanto naturais, como em árvores, cavernas e fendas de rocha; como também no telhado de casas, chaminés, pontes e viadutos. A gravidez das futuras mamães morcego dura de dois a sete meses (dependendo da espécie) e, geralmente, nasce apenas um bebê morcego. Nos primeiros meses de vida, eles são carregados pelas mamães em seus voos noturnos e depois de crescidos voam sozinhos e procuram o próprio alimento. A média de vida dos morcegos varia de 10 a 30 anos.

Apesar de não ser ameaçador, o morcego pode atacar para se defender, como qualquer outro animal. Por isso, se um dia encontrar algum dentro de casa ou no jardim, nada de tentar tocá-lo, porque, se ele se sentir acuado, provavelmente vai te morder. Agora que você já conhece um pouco mais da história do morcego, sabe que ele pode ser muito importante para a recuperação das florestas.

Fonte: Blog Caiçara Expedições


Publicado em 01 de Março de 2017

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Foto Freepik

Cuide do seu pet para evitar a transmissão de doenças às crianças.

Especialistas dão dicas de prevenção e tratamento.

Crianças adoram brincar, abraçar e beijar os seus animais de estimação. Com todo esse contato, é preciso ficar atento à saúde dos cães e gatos da casa, pois diversas doenças podem ser transmitidas aos humanos – são as chamadas zoonoses.

Especialistas da Zoetis, empresa global de saúde animal, dão dicas de prevenção:

GIARDÍASE

A infecção, causada pelo protozoário Giardia lamblia, é bastante comum. “Os principais sintomas são diarreia, fezes pastosas e fétidas, vômitos, dor abdominal, desidratação e perda de peso. Em casos mais graves, podem levar o cão à morte”, afirma Fabiana Avelar, gerente de Produto de Animais de Companhia da Zoetis. Por conta destes sintomas, a infecção pode ser facilmente confundida com outras enfermidades intestinais e tratada de maneira incorreta. Por isso, é fundamental preveni-la.

Transmissão: o contágio ocorre quando há a ingestão de água ou alimentos contaminados pelos cistos (“ovos”) do protozoário, presentes nas fezes de cães contaminados. Estudos científicos revelam que uma em cada cinco crianças brasileiras em fase pré-escolar – de 2 a 6 anos – apresentam infecção por giardíase. Em creches, a frequência da doença chega a atingir mais da metade das crianças, devido ao uso de água não fervida e não filtrada.

Aliás, a giardíase é a principal infecção intestinal detectada nestes estabelecimentos. A lavagem das mãos apenas com água também é um fator de risco para a infecção.

SARNAS

A sarna sarcóptica é uma parasitose extremamente contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. “Os principais sintomas são coceira intensa, inflamação na pele e queda de pelos”, explica Simone Leiderman, gerente de marketing de Animais de Companhia.

Transmissão: por contato direto com os animais enfermos.

RAIVA

A raiva é causada por vírus transmitido por animais silvestres, como morcegos, gambás e macacos, que contaminam cachorros, gatos e humanos. Nos cães, os principais sintomas são agressividade repentina, salivação excessiva e paralisia. Mudanças de comportamento no animal, como tornar-se quieto, cansado e isolado em locais escuros, também podem ser sinais da doença.

Transmissão: o contágio ocorre principalmente pela mordida de cães infectados pelo vírus.

Prevenção e tratamento:

Para proteger o animal da giardíase, a vacina é a melhor opção. Isso porque, apesar de haver tratamentos disponíveis, as reinfecções são frequentes na maioria dos casos, pois os cistos (“ovos”) eliminados nas fezes podem contaminar novamente o ambiente e causar nova infecção. Já crianças e adultos devem consumir água filtrada, lavar as mãos com água e sabão e evitar contatos com fezes de animais contaminados.

A Zoetis disponibiliza a vacina GiardiaVax, única no mercado para auxiliar na prevenção da giardíase em cães. Administrada em duas doses na primeira vacinação e em dose única anual para animais já vacinados, a vacina é indicada para cães saudáveis a partir de oito semanas de idade, com intervalo de duas a quatro semanas entre as doses. A proteção é conferida 15 dias após a aplicação da segunda dose.

Vacinar o seu cão também é a melhor forma de prevenir a raiva, pois a enfermidade é fatal na maioria dos casos. A melhor prevenção é evitar o contato com animais contaminados. Já o tratamento é determinado pelo médico veterinário, de acordo com cada animal e a evolução da doença.

A vacina Defensor, da Zoetis, é indicada para administração em animais sadios (cães e gatos), a partir de três meses de idade, como auxiliar na prevenção das infecções do vírus da raiva.

Já para combater a sarna sarcóptica, a Zoetis possui dois produtos. A empresa lançou no ano passado oSimparic, medicamento em forma de comprimido que age na sarna sarcóptica e outras duas sarnas, de ouvido e demodécica. Já o antiparasitário Revolution trata e controla a sarna sarcóptica. Ambos combatem ainda pulgas e carrapatos.

Texto de Nancy Campos

Fonte: Guia do Bebê


Publicado em 23 de Janeiro de 2017

Feliz volta às aulas: como tornar o retorno à escola mais tranquilo.

O início do ano letivo pode ser carregado de tensão e ansiedade para as famílias. Mas não precisa ser assim. Reunimos sugestões de pais que já venceram algumas barreiras na rotina escolar e que mostram ser possível passar com tranquilidade por todas as fases, desde a adaptação até a mudança de colégio.
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Foto: Thinkstock

(Re)começo

É provável que o seu filho fique inseguro nos primeiros dias de aula, não importa se ele está entrando na escola agora ou se vai mudar para uma nova. por isso, cabe a você transmitir confiança e tranquilidade para ajudá-lo a passar por esse período sem drama.

“Meu filho estudou em uma escola do berçário até o pré e tive que mudá-lo no primeiro ano. Antes de começarem as aulas, fomos juntos conhecer as instalações e a professora. Mesmo assim, ele ficou inseguro e dizia que estava com medo. Eu contava a ele que, quando troquei de emprego, também fiquei com receio do novo trabalho, pois não sabia se faria amigos, onde era o banheiro, se teria alguém para almoçar comigo. Minha intenção era que ele se identificasse com a história para saber que é normal se sentir assim e que, com coragem, a gente vence. E foi o que aconteceu. Na segunda semana, ele estava super à vontade. Hoje ama a escola nova, as professoras e os amigos.”
Gisele Vilas Boas, mãe de Pedro Henrique, 6 anos

“Quando eles eram pequenos sempre enviava para a escola, nos primeiros dias, objetos familiares, como um cobertor, para que se reconhecessem em um lugar acolhedor.”
Daniela Gomes, mãe de Alice, 7 anos, e Samuel, 3

“A adaptação da minha filha não foi fácil. Percebi que ela não queria entrar na escola toda vez que eu a levava. Um dia, pedi para a minha sogra deixá-la e ela ficou superbem. Repetimos o processo por alguns dias até ela se acostumar em se despedir de mim.”
Carol Salles, mãe de Luna, 4 anos

Rotina sem Estresse

Depois de quase dois meses longe da escola, com horários mais flexíveis, muito tempo para brincar, sem hora para acordar e menos regras, é realmente mais difícil para as crianças se adaptarem à rotina. Com ajustes simples, alguns pais tiram isso de letra.

“Meus filhos não têm problemas com a escola e ficam ansiosos para rever os amigos. Mas, como tirá-los da cama é um sacrifício, antes de as férias acabarem, faço com que durmam mais cedo e acordem cedo também. Voltando aos horários aos poucos, eles ficam menos resistentes.”
Priscila Pereira, mãe de João Gabriel, 8 anos, e Maria Beatriz, 4

“Acho que criança precisa ter o sono regradinho, inclusive quando não tem aula. Por isso, deixo, no máximo, ela ir para a cama uma hora mais tarde. Assim, ela não estranha a volta da rotina e mantém a qualidade do sono.”
Danielle da Cruz, mãe de Nathália, 7 anos

“Em casa, tentamos acordar mais cedo, pois tem dias que meu filho faz birra, não quer tomar café ou trocar de roupa. Minha esposa também deixa a mochila arrumada e a roupa separada na véspera para não se esquecer de nada.”
Breno Peck, pai de Vinicius, 2 anos

Refeições em Dia

Por causa da correria, não é tão fácil encontrar tempo para se dedicar à alimentação da família. Então, como se organizar e tornar as refeições mais fáceis sem perder em sabor e saúde? Organização é a palavra-chave. Veja dicas de quem passa por esse dilema.

“Minha neta mora comigo e, para dar conta de tudo, tento me organizar na cozinha. No fim de semana, limpo as carnes e as deixo temperadas. Faço o feijão, resfrio e congelo. No dia a dia, só cozinho o arroz, monto a salada e preparo o suco.”
Rosa Lucia Alves Mainart, avó de Lunnah, 5 anos

“Tenho vários truques. Faço uma lista com o cardápio da semana e vou ao supermercado a cada dez dias para garantir que os itens estejam na despensa. Separo um dia para cortar todos os legumes, coloco em potinhos e congelo. Também faço uma quantidade maior de comida e o que sobrar eu deixo no freezer para servir três ou quatro dias depois.”
Vanessa Gabriel, mãe de Mariana, 5 anos, e Catharina, 2

Lancheira mais Saudável

Sejamos sinceros: elaborar todo dia um lanche diferente, balanceado e atraente não é uma tarefa simples. Além disso, muitas vezes, a criança não gosta ou tem restrições a alguns alimentos. Mas, com organização e alguns cuidados, dá para variar o cardápio e ainda garantir que seu filho coma todos os nutrientes e vitaminas importantes para o desenvolvimento dele.

“Procuro usar a criatividade, apesar de, em alguns dias, não ser nada fácil. Uma coisa que minha filha adora é quando eu mando wrap com cream cheese e cenoura ralada. Corte em pedaços para ficar bem atraente. Outra opção é mandar chuchu e cenoura em formato de macarrão. Ela come sem tempero mesmo, mas pode cozinhar, temperar. Tem que variar.”
Anna Molinari Portocarrero, mãe de Maya, 4 anos

“Mando uma fruta, um iogurte com lactobacilos, um lanche ou bolo integral, água ou suco. Às vezes, também coloco na lancheira castanha-do-pará ou pipoca. Elas adoram e comem tudo.”
Naiana Mendes, mãe de Maria Valentina, 4 anos, e Catarina, 1

“Com a lancheira do meu filho, faço uma programação semanal, igual ao cardápio de casa. Por exemplo: 1) pera picada + suco de maracujá com manga + batata-doce cozida; 2) uvas + água de coco + muçarela de búfala. 3) pêssego + suco de melão com água de coco + tomates-cereja.”
Daniela Leme, mãe de Pedro, 3 anos

Drible sua Angústia

Não são só os filhos que sofrem com o início do ano letivo. há pais que precisam aprender a lidar com a própria ansiedade, insegurança e medo.

“Falava pra mim mesma todos os dias: ‘Você tomou essa decisão porque foi necessária. Ele será bem cuidado, vai se acostumar e gostar’. Fiz esse mantra até me convencer! Às vezes, ainda me pego pensando nisso e repito tudo novamente!”
Tamires Daglio, mãe de André, 1 ano

“No começo, eu levava o meu filho para a escola e sentia um vazio. Pensava: ‘E agora, o que faço?’. Aquelas horinhas pareciam uma eternidade. Como ele não chorou, nem no primeiro dia, via que estava seguro e feliz. Isso foi determinante para eu ficar em paz.”
Patrícia Souza, mãe de Matheus, 7 anos

Lidando com o Choro

Mesmo as crianças que já vão para a escola podem ter uma crise de choro no portão de entrada quando voltam às aulas. Fazer uma readaptação pode ser uma boa estratégia para diminuir a ansiedade. Veja outras dicas:

“No retorno das últimas férias, meu filho chorou. Mostrei o relógio para ele e dizia o lugar em que o ponteiro estaria na hora que voltasse para buscá-lo. Fiz isso durante dias e deu certo.”
Manuela Loeser, mãe de Antonio, 3 anos

“A minha filha chorou para entrar na escola por cerca de seis meses. Ela só se acalmava quando as amiguinhas davam a mão para ela e entravam juntas.”
Cinthia Lima, mãe de Maria Carolina, 4 anos

“Eu fico com meu filho até ele se acalmar, aí a professora o distrai com algo, ele fica tranquilo e eu dou uma fugidinha discreta sem ele ver.”
Erica Medeiros, mãe de Ben, 5 anos

Uniforme Reaproveitado

Além da mensalidade, matrícula e lista de material escolar, o custo do uniforme também pesa no orçamento. Mas é possível economizar e até mesmo não precisar comprar um novo.

“Na escola da minha filha tem a feira de trocas. Levo as peças que não servem e posso pegar a mesma quantidade de roupa do tamanho dela. Tem sempre uniforme em bom estado.”
Suzane Rodrigues, mãe de Fernanda, 7 anos

“Compro sempre uma calça e uma camiseta para cada dia da semana. Como elas são lavadas apenas uma vez na semana, conservam mais. As calças que ficam curtas depois viram bermudas.”
Patricia Miranda, mãe de Eduardo, 5 anos

“Adquiro peças maiores, faço a barra e vou soltando conforme meu filho vai crescendo. Repito o mesmo processo com o elástico da calça para conseguir usar o uniforme por mais de um ano.”
Layla Caeiro, mãe de Bernardo, 4 anos

Economia com o Material

Junto com o início do ano letivo vem a tradicional lista de material escolar. Para conseguir driblar os altos preços é preciso paciência, força de vontade, pesquisa e reaproveitamento que, aliás, faz bem para o bolso e o meio ambiente.

“Tento reutilizar todos os materiais possíveis que minha filha usou no ano anterior. Só depois de ver o que pode ser reaproveitado (tesoura, caderno, lápis) é que saio para comprar os itens que faltaram.”
Graziella Ambar, mãe de Helena, 1 ano

“Além de comprar com antecedência, faço uma personalização. Como os itens com figuras de personagens são mais caros, compro cadernos, mochilas e lancheiras coloridos. Colo adesivos e outros detalhes para ficar do jeito que o meu filho quer e, dependendo do que foi usado na customização, dá para reaproveitar no outro ano.”
Nayara Ingride, mãe de Heitor, 2 anos

“Todo começo de ano é a mesma loucura e preocupação. Assim que recebo as listas de materiais já entro em contato com as mães para criarmos grupos de troca de livros didáticos para todas economizarem. Este ano, apenas os livros de atividades foram comprados novos, o restante consegui por doações ou vendas por um valor bem inferior.”
Laila Valeria, mãe de Isabella, 11 anos, e Victor, 6

Longe dos Amigos

O que fazer quando o filho não vai estudar mais com os colegas, seja porque mudou de sala ou de escola? Pedir para o coordenador pedagógico ou diretor trocá-lo de turma pode não ser a melhor saída, pois a criança precisa entender que nem sempre terá os amigos por perto. Então, o que fazer?

“Mudei meu filho de escola e, no começo, ele resistiu bastante porque não queria ficar longe dos amigos. Mas, depois de muita conversa para explicar que não iria perder as amizades e, sim, ganhar novas, acabei convencendo ele. O melhor é que os amigos da escola antiga frequentam a nossa casa até hoje. No último aniversário dele, reunimos as crianças das duas turmas. Foi muito bacana.”
Adriana Meira, mãe de Fellipe, 8 anos

“Quando decidi mudar o meu filho de colégio prometi para ele que manteria contato com os amigos da sala. E é isso que faço sempre. Converso com as mães deles para que possam brincar e dormir em casa, marco encontros e passeios. Como meu filho fica seguro que terá sempre os antigos amigos por perto, ele não sofre com isso.”
Roberta Iafrate, mãe de João Gabriel, 6 anos, e Bianca, 2

O Drama da Lição de Casa

Convencer seu filho a largar a brincadeira para fazer lição pode ser um desafio, ainda mais depois de um longo período de férias. confira como essas três mães lidam com o momento da tarefa:

“Deixava meus filhos fazerem a lição de casa no quarto, mas percebi que estavam se distraindo demais. Agora, estudam na mesa da cozinha comigo sempre por perto. Terminam até mais rápido e as notas melhoraram bastante.”
Cristiane Melo, mãe de Mateus, 11 anos, e Débora, 7

“Para que meu filho se concentre na lição de casa, eu me certifico de que ele tenha também tempo livre o suficiente para fazer o que quiser. Depois que o deixei mais solto, passou a adorar fazer lição.”

Meury Walker, mãe de Julio, 4 anos

“Separo uma hora todos os dias para que façam a lição. Quando não tem, eles revisam o conteúdo do semestre anterior. Assim, já sabem que diariamente é preciso estudar e não reclamam. Geralmente, fico por perto, para tirar dúvidas.”
Michelle Souza, mãe de Alcides, 7 anos, e Samuel, 5

Extras sem Exagero

Mesmo sem querer, muitas famílias acabam matriculando o filho em diversas atividades extracurriculares. o resultado você já sabe: a criança começa a reclamar de cansaço e de que não está dando conta de fazer tudo. Mas, afinal, como buscar um equilíbrio?

“Nós intercalamos atividades físicas com intelectuais como, por exemplo, natação e música, inglês e iniciação esportiva. Também não cobramos resultados das atividades extras, deixamos que ele faça por prazer. Cobrança só nas lições de pré-alfabetização.”

Luiz França, pai do Vinícius, 5 anos

“Deixo meu filho ditar o ritmo e dizer o que ele quer. Ele pediu para fazer natação, então, acho que agora é o momento certo para começar. Se ele optar por desistir no futuro, não tem problema. Ele tem que fazer o que gosta.”

Fernanda Craviski, mãe de Bernardo, 4 anos

Texto de Juliana Malacarne e Renata Menezes

Fonte: Revista Crescer


 

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